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A perda de médicos cubanos será uma catástrofe sanitária, diz médico

16 de novembro de 2018 - 18:06 | por Redação
A perda de médicos cubanos será uma catástrofe sanitária, diz médico
Brasil
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“Essa atuação irresponsável do futuro presidente está colocando a vida do nosso povo em risco”

Em entrevista ao Brasil de Fato e ao portal Saúde Popular, o médico de Família e Comunidade Thiago Henrique Silva classificou como “catástrofe sanitária” a perda de médicos cubanos do Programa Mais Médicos no Brasil.

Ele acredita que haverá aumento da demanda por atendimento nos prontos-socorros e unidades mais próximas dessas que perderão os profissionais estrangeiros. “Vamos deixar de ter médicos que estão cumprindo carga horária de 32 horas por semana nas unidades básicas de saúde, em lugares remotos do Brasil, onde não havia assistência à saúde”, enfatiza o integrante da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMMP).

Crítico às falas do futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL), responsável pela decisão do governo cubano de abandonar o Programa Mais Médicos no Brasil, Silva desmistificou o funcionamento do convênio, realizado pela Ilha com outras 66 nações no mundo.

Mestre em Saúde Pública pela USP, ele lembrou que o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002) lançou mão da contratação de médicos cubanos em 2001 para garantir atendimento no Tocantis, sem a ideologização observada agora. Em sua opinião, a proposta da “Carreira de Médico de Estado” é contraditória e não será viabilizada pela política econômica defendida pelo presidente eleito e seu ministro da Economia, Paulo Guedes.

Quanto à substituição imediata dos mais de 8 mil profissionais cubanos, por meio da Lei do Serviço Militar, conforme consta do programa de governo de Bolsonaro, Silva lançou um desafio aos colegas: “espero que aceitem a convocatória para fazer atendimento nas comunidades ribeirinhas, quilombolas, no interior do País, nas periferias dos grandes centros atender ao nosso povo; torço para que nosso povo não sofra”.

Confira a entrevista:

Cecília Figueiredo/Saúde Popular/ 
Foto: Reprodução / Araquém Alcântara

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