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Alerta máximo: Barragem da Vale pode romper a qualquer momento em Barão de Cocais

23 de março de 2019 - 11:53 | por Redação
Alerta máximo: Barragem da Vale pode romper a qualquer momento em Barão de Cocais
Barão de Cocais
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A estrutura Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, da Vale, está no nível 3 de emergência e corre risco iminente de colapso. Lama chegaria em uma hora na zona secundária onde estão 3 mil casas.

Moradores de 3 mil casas de Barão de Cocais teriam menos de uma hora para sair em caso de rompimento da Barragem Sul Superior, da mina de Gongo Soco, segundo a Defesa Civil. A estrutura, que segue em nível 3 de emergência, e corre risco de entrar em colapso a qualquer momento.

Cerca de 450 moradores que viviam na área de autossalvamento estão fora de suas casas desde o dia 8 de fevereiro, quando as sirenes de alerta soaram pela primeira vez. Agora, com o alerta de rompimento, a Defesa Civil corre contra o tempo para preparar os outros moradores que podem ser atingidos em caso de colapso da estrutura.

Integrantes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Prefeitura de Barão de Cocais e da Vale discutem neste sábado como será feito o treinamento destas pessoas. Elas reclamam que a medida veio tarde demais.

“A preocupação agora é a zona secundária onde que essa lama demora aproximadamente uma hora para chegar. Nós temos esse curto espaço de tempo para retirar essas pessoas”, disse o coordenador adjunto da Defesa Civil de Minas Gerais, tenente-coronel Flávio Godinho.

O prefeito de Barão de Cocais, Décio Geraldo dos Santos, afirmou na noite desta sexta-feira que os moradores que continuam na área secundária “não têm motivo para entrar em pânico”. “Não houve rompimento da barragem, mas precisam ficar alertas”, disse.

A Defesa Civil Estadual e Tropa de Choque foram deslocadas para a cidade, onde ficarão de prontidão, caso pessoas que moram na área 2 precisem ser retiradas de casa.

A Barragem Superior Sul está entre as dez que a Vale pretende eliminar. Ela foi construída pelo método de “alteamento a montante”. Considerado ultrapassado e menos seguro do que outras alternativas existentes, ele é o mesmo usado na construção de barragens que se romperam em Mariana, em novembro de 2015, e em Brumadinho, em 25 de janeiro deste ano.

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