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Após 30 anos de tombamento, Santa Bárbara também relembra o que perdeu

30 de abril de 2019 - 12:55 | por Redação
Após 30 anos de tombamento, Santa Bárbara também relembra o que perdeu
Patrimônio
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Dois importantes núcleos históricos urbanos de Santa Bárbara completam 30 anos de tombamento pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).  

Na sede, os perímetros que abrangem a matriz de Santo Antônio, as igrejas de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora das Mercês, as capelas da Arquiconfraria do Cordão de São Francisco e do Bonfim, a Casa da Cultura, a Casa de Affonso Penna e as ruínas de pedra Hospital velho são tombados, além do distrito de Brumal.

Assim o excepcional valor histórico e artístico das obras teve garantido a sua preservação.

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O então arraial de Santo Antônio do Ribeirão de Santa Bárbara, que depois veio a ser apenas Santa Bárbara, começou sua formação em decorrência da exploração do ouro, sendo um dos municípios que surgiram na fase áurea da mineração, período este que deixou para Minas Gerais o mais significativo conjunto de bens culturais do país, o Barroco Mineiro.

Santa Bárbara (sede)

A prosperidade alcançada pelo Arraial no século XVIII ficou patenteada pela magnífica arquitetura religiosa que ali foi edificada e, também, pela arquitetura civil, com suas características de esmero construtivo e ornamental.

Em um segundo momento, com a exploração de ouro exaurida, a cidade experimentou uma ligeira decadência e estagnação econômica. Contudo, a privilegiada localização num entroncamento rodo-ferroviário distante de centros urbanos de maior porte, propiciou que Santa Bárbara se tornasse um importante entreposto comercial, consolidado pela proximidade de grandes usinas siderúrgicas, implantadas dentro de sua área de influência.

Nas últimas décadas, antes do início dos anos 90, a cidade alcançou significativas taxas de crescimento e, por consequência, começou a passar por uma renovação urbana indiscriminada, sujeita as mais variadas e violentas manifestações sócio-urbanísticas que causam a substituição dos testemunhos históricos por novos prédios, modificando, de maneira sensível, a paisagem de origem, ainda legível em alguns trechos da cidade.

Cidade busca preservar estruturas do seu passado, em meio as mudanças modernas

Neste cenário o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), decidiu elaborar um processo de tombamento na tentativa de impedir sua destruição completa, sendo estabelecidas áreas de preservação, que contemplam o espaço de tombamento, estando nele localizadas igrejas de grande valor histórico e cultural, além das ruínas de pedra, da Casa da Cultura e da Casa de Affonso Penna.

Brumal

O distrito se organizou nos primeiros anos do século XVIII, quando naquele local foram descobertas importantes minas de ouro.


Praça do Chafariz em Brumal preserva amplitude da localidade

O lugar é constituído por edificações de pequeno porte, tendo como ponto central a vasta praça do Chafariz, palco de cavalhadas e festejos, onde se destaca a igreja de Santo Amaro, templo ornado de talha e pintura, se configurando como exemplo do partido arquitetônico das primeiras matrizes do Barroco Mineiro.No final dos anos 80, o povoado começou a apresentar indícios de crescimento sócio econômico e de renovação urbana, evidenciado pelas alterações, principalmente, nas fachadas das casas, com a introdução de platibandas do tipo escalonado, comumente utilizado na arquitetura popular espontânea. Ainda assim, as residências mantiveram a tipologia tradicional, simples e rústica, dos aglomerados rurais. Os sinais de crescimento estão materializados nos dias de hoje.

Neste contexto, a beleza do urbanismo, do conjunto arquitetônico e da paisagem natural está precisamente na sua singeleza e espontaneidade, que compõem com a erudição arquitetônica da matriz de Santo Amaro, preservados nos 30 anos desse tombamento.

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