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Brasileiro tem medo do desemprego e está insatisfeito

9 de julho de 2018 - 18:06 | por Redação
Brasileiro tem medo do desemprego e está insatisfeito
Brasil
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Uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada entre os dias 21 e 24 de junho,  apontou que o  índice do medo do desemprego está acima da média histórica no país.

Ela foi divulgada nesta segunda-feira (9) e demonstrou que raras vezes, desde 1996, os trabalhadores brasileiros ficaram tão preocupados com o emprego quanto agora.

O Índice do Medo do Desemprego subiu para 67,9 pontos em junho, valor que está 4,2 pontos acima do registrado em março, e está entre os maiores da série histórica iniciada há 22 anos. Só em maio de 1999 e em junho de 2016, o indicador alcançou 67,9 pontos, diz a pesquisa.

O índice está 18,3 pontos acima da média histórica de 49,6 pontos. O indicador varia de zero a 100 pontos. Quanto maior o índice, maior o medo do desemprego.

De acordo com a pesquisa, o medo do desemprego cresceu mais para os homens e as pessoas com menor grau de instrução. Entre março e junho, o indicador subiu 5,6 pontos para os homens e 2,8 pontos para as mulheres. Para os brasileiros que têm até a quarta série do ensino fundamental, o índice subiu 10,4 pontos entre março e junho e alcançou 72,4 pontos. Entre os que tem educação superior, o índice subiu 0,6 ponto e passou de 59,9 para 60,5 pontos.

Satisfação com a vida                                 

O levantamento mostra ainda que a satisfação com a vida também diminuiu. O índice de satisfação com a vida caiu para 64,8 pontos, o menor nível desde junho de 2016, quando alcançou 64,5 pontos. O indicador varia de zero a 100 pontos. Quanto menor o indicador, menor é a satisfação com a vida.

Conforme a pesquisa, divulgada pela Abr, a queda do índice de satisfação com a vida foi maior na Região Sul, onde o indicador caiu 5,3 pontos entre março e junho e ficou em 63,8 pontos. Nas demais regiões, a retração foi inferior a 2,3 pontos. Nos estados do Sul, o índice é menor do que o das demais regiões.

Foto: Diário da Causa Operária

 

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