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Chamada vai selecionar pesquisas para monitorar rio Doce

10 de dezembro de 2018 - 22:56 | por Redação
Chamada vai selecionar pesquisas para monitorar rio Doce
Ambiente
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Estão abertas inscrições para as submissões de projetos de pesquisa científica para avaliar os impactos ambientais do rompimento da barragem de Fundão no trecho mineiro da bacia do rio Doce. A chamada é fruto de um convênio firmado entre a Fundação Renova e a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Com a ação, o monitoramento da biodiversidade do Rio Doce ganha mais um aporte e novos investimentos.

A chamada apresenta alguns eixos temáticos para estudos que deverão abranger a investigação da qualidade da água e sedimentos, impactos nas comunidades animais e vegetais, incluindo análises da concentração de contaminantes no ambiente. O edital, com valor total de R$ 15 milhões, é destinado a grupos de universidades e entidades de pesquisa.

Inscrições

A inscrição e submissão de propostas devem ser feitas no link http://fapemig.br/pt/menu-chamadas/chamadas-abertas/ até o dia 11 de fevereiro de 2019. Após esse prazo, a Fapemig selecionará os projetos que serão implantados por até cinco anos. “Uma das pretensões deste projeto é fomentar a produção de conhecimento relacionado à investigação e recuperação das áreas impactadas pelo desastre. Além dos programas de monitoramento, os pesquisadores também vão propor soluções para a reparação dos impactos identificados”, explica Laila Medeiros, especialista de biodiversidade da Fundação Renova. Para esclarecer as informações técnicas do edital aos pesquisadores, será realizado, no dia 12, um workshop no auditório da Fapemig, em Belo Horizonte.

Outras áreas

No Estado do Espírito Santo está em andamento um acordo de cooperação entre a Fundação renova e a Rede Rio Doce Mar para monitorar a biodiversidade em cerca de 200 pontos de toda a porção capixaba do rio Doce e da região que vai do entorno de sua foz até Guarapari (ES), ao sul, e Porto Seguro (BA), ao norte.

Estão sendo estudados de bactérias a baleias, além de qualidade da água, sedimentos, condições de marés e ondas, manguezais e restingas. O estudo está sendo conduzido por pesquisadores de 24 instituições de pesquisa de todo o país, com a coordenação central da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest). As primeiras embarcações começaram os trabalhos em setembro.

Foto: Secom/ES

 

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