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Maratona de shows encerra Festival de Inverno em João Monlevade

18 de julho de 2018 - 01:24 | por Redação
Maratona de shows encerra Festival de Inverno em João Monlevade
Arte
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Encerrando a programação da segunda edição do Festival de Inverno em João Monlevade, na noite de sábado (14), a Praça do Povo foi palco para artistas mineiros se apresentarem.

Abrindo as apresentações, a bateria Desgovernados esquentou o clima tocando samba. Formada por alunos dos cursos de engenharia do Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (ICEA/UFOP), a bateria participa de campeonatos mineiros desde 2015.

Pela segunda vez na programação do Festival, os membros consideram gratificante a oportunidade de tocar novamente este ano. “Tem universidades que não apoiam a Atlética, e nós temos a facilidade e a felicidade de ter uma direção que nos apoie e nos dê essa oportunidade. A participação aqui é gratificante e engrandece nosso trabalho”, comemora Matheus Augusto, membro da bateria.

TALENTOS LOCAIS

Seguindo a programação, foi a vez dos artistas locais se apresentarem no Show de Talentos, projeto que tem como objetivo descobrir novos talentos nas cidades onde atua: Mariana, Ouro Preto e João Monlevade.

Na sua primeira edição em Monlevade, o palco do Show de Talentos foi movimentado pela dança do grupo NAYD e pela música das amigas Maria Eduarda Oliveira, Maria Eduarda Saturnino e Márcia Andrade, tudo sob comando da apresentadora Miss Fat.

Os participantes ressaltaram a importância do projeto dentro da programação do Festival para promover o trabalho de artistas locais. Para as meninas, cuja apresentação foi a primeira diante do grande público, a oportunidade de participar foi bem positiva: “A sensação é muito boa, é gostoso estar no palco fazendo algo que a gente gosta. Foi um grande desafio.”

Para o grupo NAYD, formado pelos dançarinos Felipe Radage, Yuri Drumond e pela bailarina Tiffany Carvalho, a participação foi uma oportunidade importante para divulgar seu trabalho e enfrentar o preconceito. “Um Festival desse tamanho poder ter um show com três homossexuais assumidos enaltecendo as drag queens de hoje foi um choque no preconceito. Ficamos surpresos e felizes com o convite”, pontua Yuri Drumond.

ENCERRAMENTO

 Dando continuidade à noite de shows, a banda Ultra Vox chegou em clima de rock’n roll. No repertório, foram lembrados nomes do rock nacional e internacional, como Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós, Pearl Jam e Pink Floyd.

Segundo o vocalista Arthur Monteiro, participar do Festival foi um grande passo para a banda. “Ano passado a gente veio no Festival assistir ao Tianastácia, vimos o pessoal tocando e ficamos com a ideia de tocar. Este ano estamos aqui, participando e muito contentes com isso”, conta.

Já caminhando para o fim da noite, o palco foi tomado pela atmosfera do samba com a voz da cantora mineira Silvia Gomes. Acompanhada de Pablo Dias no cavaquinho, Léo Assunção no violão sete cordas e Tico Percutiê na bateria, a cantora trouxe composições inéditas e relembrou grandes mulheres como Ivone Lara, Clara Nunes e Elis Regina.

De acordo com Silvia, o repertório escolhido não se refere diretamente ao Tropicalismo, mas a energia tem a ver com o tema. “O repertório aconteceu de forma muito fluida. É a primeira vez que toco aqui na cidade e sou profundamente grata por toda oportunidade que eu tenho de cantar”, acrescenta.

 

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