última hora

Perfil socioeconômico de Ouro Preto 2018 está disponível para consulta

26 de maio de 2018 - 00:10 | por Redação
Perfil socioeconômico de Ouro Preto 2018 está disponível para consulta
Economia
0

A pesquisa abrange vários setores durante o ano de 2017 

A Federação do Comércio de bens, serviços e turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio – MG), divulgou na última quarta-feira (23) a pesquisa sobre o Perfil socioeconômico de Ouro Preto, no ano de 2017. Em conjunto com o Sesc, Senac e os sindicatos da capital e do interior, o Sistema Fecomércio MG – criado em 1938 –  levantou os dados que analisam a cidade de Ouro Preto, sob a ótica social, econômica, populacional, tributária e produtiva. A pesquisa inseriu Ouro Preto dentro da microrregião que abrange ainda Diogo de Vasconcelos, Itabirito e Mariana.

Entre os dados sobre população e eleitorado, é relevante considerar que Ouro Preto manteve uma taxa de crescimento idêntica ao do ano anterior de 0,4%, inferior ao da região (que atingiu 0,7%), e com a população chegando a 74.659 habitantes. Destes, 80,5% (60.079 pessoas) estão aptos à votar. O índice de desenvolvimento humano (0,741) e longevidade (0,834) permanecem maiores que a média nacional, com 87% da população situada em área urbana, e 51,2% de mulheres, entre os residentes.

Arrecadação de impostos e transferências constitucionais

Das principais transferências arrecadadas pela União e repassadas aos municípios, Ouro Preto teve uma pequena alteração nos valores, ao considerar o ano anterior. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) oscilou positivamente em 5,6%, o Fundeb (Para manutenção da educação básica) teve queda de 0,7% e a arrecadação tributária de 2017 atingiu um nível próximo ao de 2014, com um total próximo de R$190 milhões e meio. Importante salientar que a queda de orçamento, após o acidente da Samarco em Mariana, atingiu seu menor índice em 2016, quando a arrecadação chegou próximo aos R$100 milhões, com um decréscimo de mais de 50%. O melhor índice de arrecadação permanece o de 2013, onde com ICMS e demais tributos municipais, foi acumulado cerca de R$216 milhões.

Dentro dos setores econômicos do município, o comércio (varejista e atacadista), que em 2016 respondia por 10,7 da participação, passou para 9,6%. A indústria, subiu de 85,2% para 86,4%.

O presidente da ACEOP, Paulo Ferreira, analisa esse cenário de modo otimista mas reservado. Ele considera que “o consumo direto da cidade só irá melhorar quando houver a percepção por parte do empresariado de que são necessárias ações conjuntas. A crise é temporária, mas o investimento em melhorias no comércio e no setor de serviços precisa ser permanente.”

Ouro Preto perde 5 posições em nível de atividade econômica

Considerando todo o estado de Minas Gerais, o município de Ouro Preto caiu de 13º para 18º quando é verificado o produto interno bruto (a soma de todos os bens e serviços produzidos no local), mas ainda assim permanece novamente à frente de Itabirito (20º – apesar de ter subido uma posição) e Mariana. O PIB por pessoa caiu um terço, atingindo a média de R$52.931,37.

Do comércio varejista, os principais contribuintes que aumentaram sua arrecadação foram os segmentos de Tecidos e artigos de cama, mesa e banho (82,3%) e Farmácias e perfumarias (80,9%). Porém, é importante considerar que dos 18 segmentos pesquisados, apenas 8 ficaram acima da média de 18,5%.

Para o vice-presidente da ACEOP, Valmir Maximiano, a pesquisa revela uma preocupante situação, que coloca Ouro Preto numa retomada que mantém o patamar baixo. Ele afirma que “o comércio tem sido afetado por duas frentes: a crise nacional e a local, e a falta de referências ou centros comerciais na cidade mantém estagnados os atuais empreendedores.” Ele completa que entre as medidas para uma mudança significativa passa por “atrair parcerias com o poder público, a preocupação de modo coletivo dos empresários e a reestruturação comercial da cidade.” A vice-presidente da ACEOP, Walkíria Carvalho, concorda com Valmir. Para ela – que atua há mais de uma década na prestação de serviços – “uma alternativa viável é a ampliação do investimento público em conceder benefícios a quem pretende se instalar ou movimentar a economia ouro-pretana”.

Mercado estagnado apenas troca os postos de trabalho nos setores

Segundo dados do Ministério do Trabalho, Ouro Preto teve em 2017 um aumento de pouco mais de 5% no número de postos de trabalho, passando de 18.039 para 18.901 os empregos formais na cidade. Contudo, foram 32 empresas fechadas, totalizando 3.047 estabelecimentos ativos. Os setores do comércio e serviços reduziram, respectivamente, 92 e 385 vagas, diminuindo assim sua participação na geração de empregos. A indústria se recuperou, atingindo 35% de participação e reabrindo 1.715 vagas em relação a 2016. Na composição do comércio varejista, as microempresas (até 9 funcionários) seguem sendo a maioria, ocupando 51,9% dos estabelecimentos. O aumento mais considerável foi das empresas de médio porte (50 a 99 funcionários) que abriu 13 novos postos de trabalho. A remuneração média do trabalhador subiu de R$1.141,16 para R$1.215,98 assim como o grau de instrução que, a partir do ensino médio, passou de 63 para 68%.

O setor de serviços segue similaridade ao comércio, com queda no número de postos de trabalhos de 385 vagas, que corresponde a 9,2%.

A pesquisa na íntegra pode ser acessada CLICANDO AQUI.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *