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Quando agosto chegar, Ufop corre risco de paralisação, afirmam dirigentes da instituição

26 de junho de 2019 - 15:41 | por Redação
Quando agosto chegar, Ufop corre risco de paralisação, afirmam dirigentes da instituição
Ouro Preto
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O vice-reitor da Ufop, professor Hermínio Arias Nalini Júnior, e o pró-reitor de Planejamento da Instituição, professor Eleonardo Lucas Pereira, fizeram uso da Tribuna Livre para falar sobre os cortes de 30% na educação e como esse bloqueio vai impactar no funcionamento da Universidade no segundo semestre.

De acordo com o vice-reitor, esse bloqueio envolve recursos de custeio e de capital. “A grande maioria deste corte é no custeio e isso influência na Ufop, desde o pagamento de terceirizados até o de transporte, bolsas e pesquisas. De maneira geral, a Universidade está sendo muito afetada por esse bloqueio e isso se acentuará a partir da segunda quinzena do mês de agosto. Se não ocorrer algum tipo de desbloqueio, nem que seja parcial, nós teremos dificuldades em arcar com os compromissos financeiros. E isso traz o risco de haver uma paralisação por falta de condição de funcionamento, que é uma situação insustentável”, explicou.

O professor Hermínio ainda destacou alguns números da Universidade. Segundo ele, a Ufop tem 7.859 estudantes de graduação, 1.500 alunos de pós-graduação, 997 professores e 748 servidores técnico-administrativos. Além disso, 400 funcionários terceirizados trabalham diretamente para a Universidade e 350 de forma indireta.

Propostas e ações de ministros da educação do governo Bolsonaro assustam até seus apoiadores. Em outros setores, situação é idêntica. Foto: Beto Oliveira, em imagem do ex-deputado federal em 2011, na Câmara dos Deputados.

O vereador Geraldo Mendes (PCdoB), autor do requerimento, avaliou a participação dos professores. “Eles demonstraram, em números, as complicações que a Ufop terá caso o governo federal mantenha o bloqueio de 30% na universidade. Nós estamos atentos, não concordamos com esse corte no orçamento das Instituições Federais de Ensino porque a educação sempre deve ser valorizada e qualquer tipo de corte na educação é um prejuízo para toda sociedade. Nesse sentindo, a vinda dos dois hoje na Câmara foi muito importante”, pontuou.

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